Historial do Clube


Ano da Graça: 1929
Nome: Dolor Martins de Castro
Obra: Trompa Musical União de Fânzeres


Assim, o Homem sonha, a obra nasce, é o embrião de uma obra futura muito mais basta, o Grupo Desportivo e Coral de Fânzeres.


Este conjunto musical pela mão do seu fundador, vai tomando projecção e prestígio de maneira que se torna premente a mudança de denominação, em 1935, para Grupo Coral de S. Salvador de Fânzeres, pois assim se consegue a colaboração do Rv.º António Augusto Tavares Martins, e é com esta nova dinâmica que o agrupamento consegue nova projecção e variadíssimas actuações durante vários anos até 1944.


Nesta altura foi já o Rv.º Fernando Silveira quem tomou a regência, mas seria o maestro Belmiro Plácido, quem assumiria tal cargo.


1947


Entra para o Grupo Coral de S. Salvador de Fânzeres pela mão do novo maestro, um grupo de pessoas que passam a formar uma comissão administrativa, assim, Serafim Silva Gomes, Manuel Martins de Almeida, Arlindo Vieira de Sá, Luís Leite da Silva, Armando Moreira da Silva Isidro e António Martins de Oliveira.


1954


O Sr. David Martins de Sousa toma posse como Auxiliar-artístico, e é neste ano que o Rv.º Floriano Dias Pereira idealizou os festejos em honra do Divino Salvador fosse a cargo do Grupo Coral, e assim irá acontecer o ano de 1957.


Em 1956 surgem os prognósticos, concurso baseado em acertar com os resultados das partidas de Futebol entre equipas da 1ª divisão Nacional. Quem conseguisse ficar mais perto da totalidade dos resultados certos, seria o concorrente premiado.


Se deve a Eduardo Martins, Cosme Moura, Manuel d’Almeida e Silvério Gomes a formação da primeira comissão encarregada dos prognósticos, mas por imperioso motivos, esta comissão é alargada com os Srs. António Santos Sousa, Joaquim de Castro Neves,, Manuel da Silva Gomes, Alcino Martins Silva e Américo Martins Pereira.


1957


O maestro Belmiro Plácido, abandonou, sendo o Sr. David Martins de Sousa (ex-regente) que toma a regência do Grupo Coral. O Sr. Arlindo Vieira de Sá e exporádicamente o Sr. Dolor Martins de Castro (que entretanto regressa ao grupo) assume o lugar de Auxiliar-artístico.


Deve-se a esta equipa de pessoas o grande relevo do Grupo Coral de S. Salvador de Fânzeres que culminará com a efectivação das festas em honra de Divino Salvador.


Em anos sucessivos estas festas tem efeito e vai engrandecendo o Grupo Coral.


1959


O Sr. David Martins de Sousa parte para Angola, voltando o maestro Belmiro Plácido. É neste ano que se adquire o terreno onde se constrói o ringue de patinagem e edifício sede social, sendo estes últimos (ringue de patinagem e edifício social) hoje, património do Grupo Desportivo e Coral de Fânzeres.


1960


Herminio Gandra toma a regência do Grupo Coral e é neste ano que se organizam os últimos prognósticos, por ordem governamental, pois acontece o aparecimento do concurso Totobola e os prognósticos são considerados ilegais.


Foi das receitas dos prognósticos que se conseguiu o dinheiro para a compra do terreno (posteriormente legado à Comissão Fabriqueira) a construção do ringue de patinagem e o Edifício da Sede Social, por tal motivo (acabarem os concursos) as receitas ficaram muito reduzidas e o Grupo Coral passa por dificuldades financeiras como até aí nunca teria passado.


1961


É dissolvida a Comissão Administrativa, tendo para a sua substituição surgido a nomeação de uma direcção, sendo o seu primeiro presidente o Sr. Serafim Silva Gomes, ficando no ar a ideia de ser criada uma secção desportiva que em princípio se iria dedicar à prática de Hóquei em patins.


1962


Foi eleita nova direcção sendo o seu presidente o Sr. Manuel Ferreira, que foi posteriormente substituído pelo Sr. António Martins de Oliveira, que era então Vice-presidente.


1963


O Grupo Coral passou a ser regido pelo Sr. José Martins de Oliveira, sendo o Sr. Arlindo Vieira de Sá ajudante de regente e o Rv.º Manuel Tavares Rebimbas o Assistente eclesiástico e é neste ano que o então Grupo Coral de S. Salvador de Fânzeres passa a denominar-se GRUPO DESPORTIVO E CORAL DE FÂNZERES. Esta denominação é imposta superiormente ainda pelo contencioso que os concursos de prognósticos acarretaram e que assim culminaram.


São elaborados os estatutos do clube, que depois de aprovados em Assembleia-geral de Associados, são aprovados pela Direcção Geral de Desportos e publicados no Diário do Governo N.º 100 – 3.ª série de 27 de Abril de 1963.


No dia 25 de Maio de 1963 é inaugurado o nosso ringue de patinagem, para a cerimónia de inauguração, dois jogos de Hóquei em Patins: Futebol Clube do porto _Associação Desportiva de Valongo na categoria de Seniores e Grupo Desportivo e Coral de Fânzeres - Associação desportiva de Valongo na categoria de Juniores, jogo este que terminou com um empate a uma bola (1-1) constituindo este, o primeiro resultado oficial conseguido por uma equipa do GRUPO DESPORTIVO E CORAL DE FÂNZERES.


1964


Esta colectividade joga pela primeira o Campeonato Regional da 1.ª Divisão na categoria de Seniores.


A melhor classificação nesta divisão e na categoria é um 2.º (segundo) lugar.


Com a inauguração do Pavilhão Gimnodesportivo Municipal, novo incremento é dado a esta Colectividade, são então criadas as escolas de Hóquei em Patins e de Patinagem Artística, são Inscritos na Associação de Patinagem do Porto vários escalões, de jovens patinadores e em 1982 surgem novas categorias de Hóquei em Patins Infantis e Iniciados, evoluindo posteriormente para as categorias de Juvenis e Juniores.


Com o decorrer do tempo o clube decide-se pela cobertura do ringue e em realizar melhorias na sede social. Para o efeito, foi criada uma comissão pró pavilhão, que realizou um peditório pela freguesia de cortejos de carros alegóricos de cada um dos lugares de Fânzeres, onde se manifestou a boa vontade da população. Assim, em 27 de Setembro de 1991 é inaugurado o pavilhão e a Sede Social em 13 de Outubro de 2001. Ao mesmo tempo leva-se a efeito as demarches necessárias para que o Grupo fosse considerado Instituição de Utilidade Pública, o que vem a efectivar-se com a publicação com o Diário da República II série nº 253 de 31 de Outubro de 2001.


2000/2001


Foi Campeão da Zona Norte e Vice-campeão Nacional da III divisão, tendo perdido com o Campeão, Sporting Clube de Portugal.